História do Rodrigo​ e Fabi

Bom, hora de escrever um pouco sobre a minha experiência desde o primeiro pensamento sobre ir embora do Brasil até minha chegada em terras portuguesas, dia 02 de maio de 2017.

19402639_10154701624736662_2134984849_o (1)

Acho que vai ser meio extenso devido à minha veia antropológica, aviso de antemão. Mas sempre é gostoso dividir!

Por Rodrigo

19451716_10154701624726662_358265085_o

Como todos sabem e não preciso ser cansativo nisto, o Brasil está numa maré brava demais! Mas nunca pensei em arredar o pé do Brasil por não ter condições financeiras para pagar visto de estudante, visto de investimento e essas coisas assim. Nunca me agradou a ideia de migrar ilegal. Então resolvi abrir minha mente e coração para o que a vida pudesse me entregar e dar em troca disto o meu suor, minha firmeza no caminho e paciência. Atrás de um balcão, atendendo turista por turista em um hotel na orla de Copacabana, imaginando o que se passava por trás das névoas entre mim e meu futuro, e também o futuro nebuloso do nosso Brasil. Foi quando então conheci uma pessoa que mudaria a minha vida para sempre: minha esposa. Uma mulher com uma das almas mais puras e sensíveis que já vi. No salão da dança da vida, ela olhou para mim… e me estendeu a mão, me chamou para dançar. Eu aceitei, pois meu coração e minha mente estavam abertos! Minha esposa é neta de madeirenses. Vieram para o Rio de Janeiro em meados do século XX fugidos da pobreza, da miséria, da fome e da mão pesada de Salazar, assim como acontece com muitos migrantes do nosso mundo, desde o início da saga humana. Fabi não é deste mundo; ela é de um lugar melhor que ele, algures neste universo. Talvez por isto ela não consiga parar em lugar nenhum. (A estabanada mal consegue ficar em pé sem tropeçar às vezes, os anjos da guarda revezam e ganham hora extra, valha-me Deus!).

Ela trabalhou em navio de cruzeiros, de porto em porto, por dezenas de países. Morou nos EUA. Voltou para o Brasil já querendo ir embora. E nessa torrente louca chamada Fabi, me vi tragado pela força do brilho da sua alma, pela leveza do seu sorriso, os quais me deram esperanças de dias melhores.

Fabi e eu somos diferentes, mas nossas almas se tocam em diversos pontos do espaço e do tempo. Tenho 30 anos e sempre morei perto da minha família. Morei a vida toda no Rio de Janeiro e nunca tinha passado mais de 10 dias longe da cidade. Tenho raízes, minhas coisas foram conquistadas com perícia, com parcimônia e paciência. Não me desloco muito, comprava pão e cigarros sempre nos mesmos lugares ao ponto dos vendedores me verem e já colocarem no balcão o que eu ia pedir. Apesar de amar viajar e me aventurar por uns dias, sempre curti a ideia de ter pra onde, para o quê e para quem voltar. Fabi, não. Fabi é como aquele dente de leão. Viaja leve e confuso, pousa onde o vento levar. Quando o furacão Fabi chegou e envergou as raízes do carvalho Rodrigo, tal a sua força, minhas ideias sobre ir ou ficar, aos poucos ela foi me convencendo. Esperamos que os documentos dela saíssem através do consulado português do Rio de Janeiro, estudamos por meses o país Portugal. Decidimos contar as moedas, arrumar as malas e pegamos o avião. Fizemos o caminho inverso de seus avós. Fizemos o caminho inverso das caravelas. Mas, de acordo com o avançar do tempo, o espaço muda e nossas almas vibram nas nuances de uma existência onde não há caminho certo, a não ser aquele o qual nós mesmos pavimentamos.

O avião está no ar. Não há mais garantias. Estamos ganhando velocidade incrível! Estamos à uma enorme altura e distância dos amigos e parentes. O avião enverga seu nariz e asas, imparável, em direção ao Velho Mundo, sobre as nuvens, com os raios de sol rosados no horizonte. Aí eu te digo, o coração se embola todo… planejar e fazer são diferentes. Será que um dia vou chamar Portugal de meu? Será que um dia volto? Quanto tempo eu demoro? Conceito de tempo, vida e espaço derretem na mente e pronto: descobri que deste segundo em diante, nunca mais serei o mesmo. Sinto mudanças drásticas ocorrendo em mim. Viajar é morrer e nascer um pouquinho de cada vez. A cada segundo que passa envelheço e renovo, não sou mais o mesmo. Retorno? Talvez, mas não me agrada a ideia. Estava de mente e coração abertos!

Bom, cheguei então em outro país no qual nunca estive. Pra morar de vez! Nunca morei fora do Rio de Janeiro e vim parar no Hemisfério Norte! Sabe aquele livro de história da escola que você usou pra estudar? As gravuras e tudo? Quando você chega em Portugal, você está dentro do livro! Respira-se história! O barroco, o gótico e o medieval estão por todos os lados. É uma terra extremamente simples, musical e romântica. Por vezes colorida, por vezes melancólica. Romântica, eu disse, no sentido poético e histórico. Os azulejos, as azeitonas, os vinhos, o atum, o bacalhau, o som do sotaque português, as ruas e prédios de pedra, com quase o dobro da idade do Brasil, as bandeirinhas portuguesas, é tudo muito encantador!

A primeira cidade que conheci foi a cidade do Porto. Cidade com o vento mais frio e cortante que conheci na vida! Cidade de muito “sobe e desce”, ruas por vezes apertadas com ônibus (ou autocarros, como chamam) e automóveis por todos os lados. O rio do Douro é o rio que corta a cidade. A Ribeira compõe o sítio histórico do Porto, sendo um passeio muito interessante em meio a ruas e prédios antigos e lembra demais Salvador ou Ouro Preto. Música ao vivo (muitas vezes com músicos brasileiros tocando cazuza e outros da MPB), muitos cafés e restaurantes charmosos. Por estar à beira mar e cortada por um rio, a cidade é extremamente fria e úmida. Se você está costumado com pombos em grande quantidade na sua cidade brasileira, no Porto é diferente: há gaivotas às centenas! Há gaivotas nas cabeças das estátuas, nos prédios, no meio da rua, nos parques, flutuando e pescando no rio do Douro, fazendo aquele barulho clássico que só se ouve em filme quando a cena é em alguma doca. Algumas protagonizam cenas engraçadas, surfando nas ondinhas do rio ou travando embates atrapalhados com os turistas pelo peixinho temperadinho que está no prato. Há também os universitários da Universidade do Porto, que são uma atração à parte, desfilando com seus uniformes elegantes e a famosa capa preta caída nas costas. Aliás, dizem, foi em Portugal onde a escritora de Harry Potter se inspirou para criar a sua atmosfera mágica, dentro do lindíssimo e disputadíssimo Café Majestic. É possível assistir à concertos de música barroca dentro da Igreja da Ordem de São Francisco, um prédio com 700 anos de idade. Quando os tenores e os violinos se entrelaçam nos teus ouvidos e teus olhos se perdem na beleza dos vitrais e das imagens dos santos, é quase impossível não se sentir voltando no tempo e não sentir aquela lágrima de canto de olho querendo descer!

A energia é inebriante! Se passarem pelo Porto, não deixem de comer a francesinha. Não é trocadilho, ok? É um prato muito conhecido no país e creio ter tido início no Porto mesmo. É delicioso, é tipo um sanduíche aberto com molho picante e aquele ovão frito por cima, com queijo, carne e linguiça. Imperdível, a não ser que você seja vegetariano.

Recomendo também a cidade de Guimarães para quem gosta de história, período medieval, castelo e histórias de bravos cavaleiros! Guimarães está a uma hora e meia do Porto de trem e a passagem custa ida e volta para duas pessoas 13 Euros. É chamada pelos portugueses de cidade-berço de Portugal. A cidade conta basicamente a história de como um dos Estados mais antigos do mundo surgiu e como o bravo cavaleiro Dom Afonso Henriques se tornou o primeiro rei de Portugal. O centro histórico é lindo demais! Ruas de pedra, prédios em estilo barroco, tudo muito bem cuidado. Vale a pena uma visita ao castelo e também ao Palácio dos Duques. Sensação de tipo entrar numa máquina do tempo e imaginar os cavaleiros montados com escudos e espadas correndo para todos os lados no meio de uma névoa espessa em batalhas e expulsando os muçulmanos, onde mal sabiam que um dia criariam o quase milenar Portugal, o qual também daria seguimento a conquistas em terras distantes, formando um dos maiores impérios que o mundo já viu.

Os portugueses são, no geral, pessoas muito simples e simpáticas. São por vezes ingênuos, no sentido doce da palavra. São prestativos e comunicativos. Outros europeus com os quais tive contato descrevem Portugal como sendo um país mais caloroso que a média (Europa). As pessoas sorriem, conversam, puxam assunto, dão informação, etc. Não são como nós, são mais reservados, mas em relação ao resto da Europa, são bem parecidos conosco. Dica para abrir portas por aqui: cordialidade. Todas as vezes que tratei alguém aqui com educação, fui tratado com o dobro de volta. Bom dia, boa tarde, boa noite, desculpa, obrigado e com licença aqui tem um poder com o qual não estamos habituados.

“Eles adoram os brasileiros” ou “Eles não gostam de brasileiros”, esqueçam qualquer estereótipo. Eles são muito simples no trato e estão habituados a lidar com estrangeiros de toda parte, então sejam pessoas simples também e deem o espaço necessário e logo você será reconhecido e respeitado. Alguns não dão a mínima, outros já puxam assunto por você ser brasileiro e ter o sotaque diferente, então isso não tem nada a ver com nacionalidade, mas com comportamento e subjetividade. Bastam duas ou três palavras saídas da sua boca e já sabem que você é brasileiro e provavelmente perguntarão se você está de férias.

Portugal pode ser país europeu e considerado “primeiro mundo”, mas não venham pra cá achando que Portugal não comete erros ou não seja um país confuso. Há muitos por aqui que também, assim como alguns de nós brasileiros, não seguem muito bem as regras e há muita (ou mais) burocracia do que já vi no Brasil. Estou penando para aprender, eles tem regras e visões de mundo muitas vezes diferentes da nossa, mas não é coisa de outro mundo. Basta ter o coração e a mente abertos.

Aqui também há muitos pedintes e assaltos, mas nada como conhecemos. Assaltos não são geralmente à mão armada e os roubos e furtos acontecem com invasão de residências, muitas vezes no período em que as pessoas estão viajando. Casos de violência são poucos, bem menos do que nós estamos acostumados. Há viciados, há traficantes, mas nada tão ostensivo como no Brasil. A pobreza aqui é majoritariamente rural ao invés de urbana.

É um país muito mais calmo que o nosso e com uma população bem mais velha e bem menor. Eles são mais ou menos 11 milhões e nós somos 200 milhões. Os jovens foram praticamente embora do país para Inglaterra, Irlanda, França, Luxemburgo, Suíça e outros países devido ao período recente de crise que o país atravessou e ainda se recupera. Portugal apresenta melhoras, mas ainda há muito o que fazer por aqui. É uma situação inusitada para nós do Brasil, onde em Portugal a mão de obra jovem está em falta e o país sofre um bocado com a falta do ar e criatividade do jovem. Acredito que seja nisto onde o brasileiro empreendedor ganhe algum espaço e sucesso, pois por aqui a carência de inovação é bastante expressiva em relação ao continente e mesmo em comparação ao Brasil. O primeiro-ministro António Costa tem uma política favorável à vinda de estrangeiros, principalmente os que falam português. Basta fazer as coisas da maneira correta e verão os resultados. Não se arrisquem a cometer bobeiras, busquem informação até dizer chega. E depois de dizer chega, procurem mais.

“Portugueses são literais”. Sim, verdade. Mas acredito que esta impressão se deve muito mais a uma certa “barreira linguística” do que qualquer outra coisa. Podemos soar literais para eles também. Apesar do idioma ser o mesmo, tanto nós quanto eles podemos ficar um pouco confusos com o que é dito, pois algumas palavras que para nós não são usadas ou tem um significado diferente podem causar alguma dificuldade, mas não é nada também de outro mundo. Por exemplo: para o algarismo 6, nós às vezes dizemos “meia”. Esqueça “meia” aqui em Portugal. Meia é pra calçar. Uma vez cheguei a um endereço cujo número era 316. Quando perguntei se no dado lugar o número era “três um meia”, o responsável me disse que não, pois era o número “trezentos e dezesseis” ou “três um seis”. Aqui, “puto” é criança, “rapariga” é garota, recepção é “receção”, endereço é “morada”, galera ou pessoal é “malta”, banheiro é “casa de banho” lugar é “sítio” e nas legendas de filme estrangeiro você se depara às vezes com uma mesóclise que você viu pela última vez escrita no quadro negro da escola à giz.

Portugueses consomem cultura brasileira. Aqui tem show do Ivan Lins, Fafá de Belém e Seu Jorge. Eles assistem Cidade Alerta e novelas da Record. Tem conhecimento razoável das novelas mais antigas tipo Pantanal e coisas da época. Conhecem Michel Teló, Ana Carolina, Funk carioca e Sertanejo. Aqui há jogadores brasileiros que a gente nunca ouviu falar mas que são grandes por aqui, ou então os mais antigos tipo o Luisão que hoje joga no Benfica. Aqui há Igreja Universal do Reino de Deus com templos enormes. Contudo, eles têm uma fé (majoritariamente católica) inabalável. Sabe aquelas casinhas de subúrbio com azulejo de santo na entrada? Imagens de Nossa Senhora de Fátima em vários lugares, móveis de vime… somos mais portugueses do que imaginamos ou vice-versa! Apesar de algumas diferenças culturais marcantes, existe sim uma intercessão histórica e indissociável entre os dois países. Contudo, é notável que eles sabem mais de nós do que nós deles. Infelizmente, o brasileiro guarda muito para si o estereótipo do português dono de padaria ou o português histórico (eles até que gostam gostem deste último, aqui há exposição atrás de exposição sobre as conquistas ultramarinas portuguesas). Enquanto isto eles são atualizados periodicamente sobre nós, muito mais do que nós sobre eles.

Agora, guardei o melhor para o final do relato: a Ilha da Madeira. Atenção pessoas que pensam em vir para Portugal para uma vida tranquila, longe da violência e em um pequeno paraíso com montanhas, falésias, praias, enfim, um visual incrível no meio do Atlântico: a Ilha da Madeira!!! Terra do Cristiano Ronaldo (fruto de veneração e polêmica entre os lusitanos), terra da queima de fogos de ano novo mais famosa deste lado de cá, onde dezenas de navios de cruzeiro atracam durante o ano. Mudei para cá e já estou aqui faz um mês. A ilha da Região Autónoma da Madeira é de origem vulcânica (não se preocupem, não há atividade) com 57km de extensão de terreno acidentado, mar, flores e paisagem paradisíaca. A capital é a cidade do Funchal, com flores, muitas e muitas flores, prédios antigos e charmosinhos para todos os lados. Os táxis têm as cores idênticas aos do Rio de Janeiro (amarelo com faixa azul), mas é uma coisa meio Havana, com os mercedões dos anos 80 e vários outros carros antigos! Há bancas de frutas fresquinhas por todo o lado, senhorinhas vendendo camomila sentadas em banquinhos de madeira e o cheiro maravilhosos da massa do pão das barraquinhas de bolo do caco! O clima é praticamente igual ao nosso, variando entre 20 e 40 graus no verão com luz solar entre 6 da manhã e 9 da noite. Fica a 2 horas de avião do Portugal continental com voos baratos por empresas lowcost (easyjet, transavia, etc). É um excelente local para quem pensa em prosperar na área do turismo, pois, diferente do continente, aqui tem emprego o ano todo por causa do clima. A ilha é infestada de visitantes europeus, principalmente alemães, ingleses e suíços. Inclusive é bom aprender alemão para trabalhar por aqui, onde eles pedem muito que se fale alemão. Fala inglês? Não faz mais que sua obrigação. Confesso que o estilo de vida é um pouco mais caro, pois a ilha tem de importar muita coisa que aqui não tem, então faz um pouco de diferença no bolso em relação ao continente, mas nada muito preocupante. A ilha tem um ponto fraco: transporte. Ônibus (ou caminhoneta, como chamam aqui) é escasso e caro. O sobe e desce da ilha torna cansativa demais ou quase impossível de se ir andando de uma parte à outra, a não ser no centrão do Funchal. Tive mesmo que comprar uma fubica (corolla 1993 por um precinho bem camarada) senão eu aqui não sou ninguém. Aqui tem muita gente que planta o que come. Eu mesmo em casa tenho pé de couve, alecrim, maçã, abacate. Meus vizinhos e familiares da minha esposa (minha esposa é brasileira, mas neta de madeirenses) têm milho, batata (aqui eles chamam batata de semilha) abobrinha, hortelã, cidreira e muitos criam animais para consumo próprio como galinhas e porcos. A ilha varia muito de paisagem e clima. Nas áreas mais altas, cria-se um clima bucólico em meio às montanhas e o ar gelado das florestas. No litoral, cidades pequenas com casinhas beira-mar dos pescadores e o clima de “cidade” fica por conta da capital Funchal. Além de tudo, a Ilha da Madeira tem sua cultura própria! O sotaque é bem diferente do continente, eles usam gerúndio como o brasileiro, entre outros detalhes linguísticos muito curiosos em relação ao português falado no Brasil. Muitas vezes se assemelham mais ao nosso português do que ao do Portugal continental. Eles têm as músicas próprias do bailinho da Madeira (procurem no youtube, é super legal!), as roupas, os móveis de vime, os bordados e muito, mas muito artesanato. Tem seus pratos típicos como o bife de atum, espetada e bolo do caco. Vale a pena visitar as casinhas típicas do Santana, a irresistível piscina natural do Porto Moniz e a beleza escandalosa do Caniçal, uma parte da costa com falésias enormes! As estradas em direção ao Pico do Areeiro é infestada por uma florzinha amarela super bonita chamada giesta. Ao pegar a estrada ao lado destas pequenas, abra o vidro do carro e a estrada, além de linda, fica perfumadíssima!! Quem vem se apaixona, é demais! Uma dica extra: se você depende de alguma documentação junto ao SEF, aqui sai bem mais rapidinho por ter menos imigrantes!

Desculpem se me estendi muito espero que tenham gostado do meu relato… foi de coração! Já tenho muito carinho por esse país!

 

* Ao convidarmos o Rod para escrever para  o nosso blog, ele prontamente respondeu:  “sim, pois antes de vir pesquisei muito e uma das fontes foi o grupo #vpdicas, então por quê não retribuir o que consegui graças a todos que se deram o trabalho de reunir informações para que outros seguissem um caminho mais seguro!”

Anúncios

3 comentários em “História do Rodrigo​ e Fabi

  1. Caro Rodrigo, seu relato me fez chorar ! Me senti andando pelos lugares citados…Minha expectativa de ter meu visto D7 autorizado aumentou!
    Obrigada por fazer minha certeza de morar em Portugal crescer; e por favor,CONTINUE a nos dá o prazer de viajar nos seus escritos. Parabéns e muitas felicidades para você e seu furacão FABI! Seu relato foi meu presente hoje.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Meu Caro, adorei seu texto. Muito bom mesmo.
    Se o Sr. me permite, por que não utiliza-lo como roteiro de um livro. Lí recentemente “Galveias”, de José Luis Peixoto, na verdade, devorei o livro, sobre um sitio em Portugal, regado à fcição, mas que traduz a transição da tradicional vida rural local, nos inícios dos anos 80, para a vida moderna, em meio as dificuldades da época. Não tem muita comparação, mas seu texto me fez rememorar os muito felizes momentos em que li este livro. Abraços

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s