Reflexão – Por quê mudar de país?

A minha vida toda, quer dizer, nos meus cinquenta e seis anos de vida e desde que me entendo por “gente”, e também a minha esposa com quem convivo a quarenta anos, falando por nós dois, ficava nos perguntando sobre o que estamos fazendo no Brasil!

Por Henri Rodrigues da Silva

Será que os brasileiros conseguiriam reverter essa triste situação que estamos vivendo de tal maneira que em uns quinze anos se consiga comparar o Brasil com Portugal?

Desejo muito que se consiga, pois os brasileiros precisam de uma vida melhor. Mas, imagino que daqui uns quinze anos não esteja vivo para conferir…

Então, resta-me buscar o que conseguir de melhor para os meus últimos anos vivo!

Esse *texto me fez lembrar de algo que pensava quando muito jovem, com meus dezenove anos, porque ficava admirando as sociedades européias, a organização, o respeito mútuo, o retorno dos impostos por causa da capacidade de cobrança e da exigência dos cidadãos esclarecidos, à observar o respeito no trânsito, nos relacionamentos, tudo isso, quando comparava com o que vivia no Brasil, causava-me o questionamento sobre o que fazia aqui…

O que li nesse *texto confirma o que pensava há quase quarenta anos!

A criação que recebi dos meus pais, super exigentes quanto ao relacionamento com as pessoas, fez com que não perceba qualquer dificuldade de minha parte em conviver com os portugueses, porque o respeito que eles exigem, e com toda a razão, não se compara ao repeito que meus pais exigiam de mim e dos meus irmãos!

Por isso, diante desse texto confirmo que nada mais me resta a não ser embarcar para uma nova etapa, para no final da minha vida, aproveitar um pouco da qualidade de vida, do respeito no convívio coletivo, e em compartilhar numa sociedade que convive e se respeita como seres humanos, não como bichos de grupos diferentes.

Se ao estudarmos na Física que “dois corpos não podem ocupar ao mesmo tempo o mesmo espaço”, porque as pessoas no Brasil tentam viver desrespeitando a lei do convívio, com cada pessoa agindo como se fosse única no universo, com barulho altíssimo nas madrugadas, espalhando lixo por onde passa, tentando resolver o problema de baixa estima ao tirar proveito daqueles que cedem para evitar transtornos e ou buscando melhorar o relacionamento em sociedade, por quê?

O egoísmo, aliado à ignorância, provoca distorções inimagináveis na sociedade, ao ponto de se considerar que “em terra de cego, quem tem um olho é rei”, mas deveria ser que quem tem um olho estaria ajudando, com toda boa vontade, quem não enxerga!

Agradeço à Ivete Quintela por ter disponibilizado o *texto que me fez refletir ainda mais sobre a decisão que estou tomando!

Um forte abraço a todos vocês!

* Artigo  “Não confunda Portugal com Miami”, Texto de Juliana Torres. 04/2017 http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/23482/nao-confunda-portugal-com-miami

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